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Reflexão - A simplicidade da Graça

segunda-feira, 11 de agosto de 2014 Marcadores:


Rev. Luis Alexandre Ribeiro Branco

"Ontem aconteceu uma coisa interessante, estava sentado na sala quando o telefone tocou, era do Brasil, da minha igreja mãe, na verdade meu pastor, querendo conversar comigo e saber mais sobre algumas das lutas pelas quais temos passado, a fim de orar por nós. Como não dava para conversar na sala, pois as meninas estavam aqui fazendo as suas algazarras diárias, fui para o quarto. Enquanto abria o coração e fazia a exposição das minhas lutas, percebi os olhinhos da minha filha de cinco anos a me observar, até que sumiram dali, e continuei a narrar a minha saga dolorida. Foi quando recebo um abraço forte nas pernas, dado por esta mesma filha.

Sem perceber o que se passava e com aquela insensibilidade de pai ocupado a mandei embora dali, mas ela voltou e agarrou-se mais forte ainda e me encarava olhando nos olhos com o sorriso mais lindo do mundo, mesmo assim não percebi o que se passava, e absorvido pela conversa ao telefone, narrava a minha dor com a bravura de um soldado ferido. Quando senti aqueles bracinhos magrelos enrolarem-se mais uma vez nas minhas pernas e o mesmo olhar e sorriso, foi quando percebi que ela também percebeu a minha dor. Ela estava ali, apertando a minha perna com o abraço mais forte que lhe era capaz e me encarava com um olhar e um sorriso que me comunicava uma esperança que já não sentia a dias.

Naqueles segundos entre um abraço na perna e uma palavra ao telefone descobri uma porta invisível que me levou diretamente a presença de Deus onde consegui compreender um pouquinho mais, só um pouquinho da sua graça. O abraço da minha filha e o seu sorriso lindo penetraram a minha alma, soltaram cadeias que me prendiam, esbofetearam os carrascos que me maltratavam. Naquela hora minha filha, com toda a sua simplicidade, era uma mensageira do Deus eterno que me dizia: “Não tenha medo, conheço as tuas lutas, eu tenho a solução que você precisa.”

Não é isto que diz as Escrituras Sagradas: “Dos lábios das crianças... firmaste o teu nome como fortaleza...” (Sl 8:2). Naquela hora senti que aquele sorriso era uma demonstração da graça de Deus, era a afirmação da sua força e seu poder. A graça de Deus é tão poderosa que nem precisa de armas nem sofisticações para impressionar, a sua simplicidade é mais poderosa do que principados e potestades. O olhar e sorriso da minha filha me levaram a lembrar daquele escárnio infantil em que dizíamos: “Lá, lá, lá, lá, lá, você não é de nada!” Senti como se a graça e poder de Deus escarnecessem com a força da simplicidade na cara dos meus problemas opressores:

“Lá, lá, lá, lá, lá, você não é de nada, sou infinitamente mais forte do que você!”

Senti que aquele abraço dado nas minhas pernas com todo o seu vigor, como a dizer: Pai estou aqui, vai dar tudo certo!” fosse na realidade um cafuné de Deus a dizer-me: “Não tenha medo...” (Lc 12:32). Quando me aproximei dela para dar-lhe um beijinho ouvi sua voz doce e suave a dizer-me: “Papai, eu te amo!” Estas palavras trouxeram uma tranqüilidade indizível ao meu coração. É impressionante quando Deus resolve nos mostrar o seu poder, sua graça e seu amor, ele não usa a figura do “HE-MAN”, mas a simplicidade de uma criança (Sl 8:2), ou a calmaria de uma brisa suave (1 Rs 19:12).

Logo minha filha se foi, encontrei a porta de retorno para conversa que se desenvolvia ao telefone, mas que logo foi concluída com uma oração e meu coração descansava em paz."

Reflexão - Creio ...

terça-feira, 10 de dezembro de 2013 Marcadores:

Augustus Nicodemus Lopes

1 – Creio que Deus predestinou tudo o que acontece. O Deus que determinou todas as coisas é um Deus pessoal, inteligente, justo, santo e bom, que traçou seus planos infalíveis levando em conta a responsabilidade moral de suas criaturas. Ele não é uma força impessoal, como o destino. Portanto, as decisões que tomamos não são mera ilusão e nossa sensação de liberdade ao tomá-las não é uma farsa. Eu acredito que as nossas decisões e escolhas são bem reais e que fazem a diferença. Elas não são uma brincadeira de mau gosto da parte de Deus. De uma maneira para mim misteriosa, porém perfeitamente compatível com um Deus onipotente e infinito, ele consegue ser soberano sem que a vontade de suas criaturas seja violentada. Ao mesmo tempo, ao final, sempre prevalecerá aquilo que Deus já determinou desde a eternidade. Encaro essa relação entre a soberania de Deus e a responsabilidade humana como sendo parte dos mistérios acerca do ser Deus, como a doutrina da Trindade e das duas naturezas de Cristo

2 – Creio que Deus predestinou desde a eternidade aqueles que irão se salvar. Esta convicção não me impede de orar pelos descrentes e evangelizar. Ao contrário, evangelizo com esperança, pois Deus haverá de salvar pecadores. Creio que Deus já sabe, mas oro assim mesmo. Sei que ele ouve e responde, e que minhas orações fazem a diferença. Sei também que, ao final, através de minhas orações, Deus terá realizado toda a sua vontade. Não sei como ele faz isso. Mas, não me incomoda nem um pouco. Não creio que minha oração seja um movimento ilusório no tabuleiro da soberania divina.

3 – Não creio que Deus predestinou todos para a salvação. Da mesma forma, não creio que ele foi injusto e nem que ele fez acepção de pessoas para com aqueles que não foram eleitos. Não creio que Deus tenha predestinado inocentes ao inferno, pois não há inocentes entre os membros da raça humana. E nem acredito que ele tenha deixado de conceder sua graça a quem merecia recebê-la, pois igualmente não há pessoa alguma que mereça qualquer coisa de Deus, a não ser a justa condenação por seus pecados. Deus predestinou para a salvação pecadores perdidos, merecedores do inferno. Ao deixar de predestinar alguns, ele não cometeu injustiça alguma, no meu entender, pois não tinha qualquer obrigação moral, legal ou emocional de lhes oferecer qualquer coisa.

4 – Creio que Deus sabe o futuro, não porque previu o que ia acontecer, mas porque já determinou tudo que acontecerá. Por isso, entendo que a presciência de que a Bíblia fala é decorrente da predestinação, e não o contrário. Negar a predestinação e insistir somente na presciência de Deus com o alvo de proteger a liberdade do homem levanta outros problemas. Quem criou o que Deus previu? E, se Deus conhece antecipadamente a decisão livre que um homem vai tomar no futuro, então ela não é mais uma decisão livre.

5 – Creio que apesar de ter decretado tudo que existe desde a eternidade, Deus acompanha a execução de seus planos dentro do tempo, e se comunica conosco nessa condição. Quando a Bíblia fala de um jeito que parece que Deus nem conhece o futuro e que muda de ideia algumas vezes, é Deus falando como se estivesse dentro do tempo e acompanhando em sequência, ao nosso lado, os acontecimentos. É a única maneira pela qual ele pode se fazer compreensível a nós. Quem melhor explica isso é John Frame, no livro "Não Há Outro Deus," da Editora Cultura Cristã, que recomendo entusiasticamente.

6 – Creio que Deus é soberano e bom. A contradição que parece haver entre um Deus soberano e bom que governa totalmente o universo, por um lado, e por outro, e a presença do mal nesse universo é apenas aparente e, por enquanto, sem explicação. Diante da perversidade e dos horrores desse mundo, alguns dizem que Deus é soberano mas não é bom, pois permite tudo isto. Outros, que ele é bom mas não é soberano, pois não consegue impedir tais coisas. Para mim, a Bíblia diz claramente que Deus não somente é soberano e bom – mas que ele é santo e odeia o mal. Ao mesmo tempo, a Bíblia reconhece a presença do mal do mundo e a realidade da dor e do sofrimento que esse mal traz. Ainda assim, não oferece qualquer explicação sobre como essas duas realidades podem existir ao mesmo tempo. Simplesmente afirma ambas e pede que vivamos na certeza de que um dia Deus haverá, mediante Jesus Cristo, de extinguir completamente o mal e seus efeitos nesse mundo.


Deve ter ficado claro que para mim, é basicamente um cristão que aceita o que a Bíblia diz sobre a relação entre Deus e o homem e reconhece que não tem todas as explicações para as questões levantadas. Para muitos, esse retrato é de alguém teologicamente fraco e no mínimo confuso. Mas, na verdade, é o retrato de quem deseja calar onde a Bíblia se cala.

 

Vídeo - “Carta Aos Puros” de Vinícius de Moraes.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013 Marcadores: ,




Reflexão - Pão da Vida.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013 Marcadores:

PÃO DA VIDA É JESUS
DEU A VIDA POR VOCÊ E POR MIM
NADA EXPLICA ISSO !
PENSO COMIGO ...
NÃO MEREÇO E AS VEZES ESQUEÇO DE TAMANHA GRAÇA
QUE A MIM BASTA, COMO JÁ DIZIA PAULO, O APÓSTOLO
QUE DEDICOU MUITO DE SUA VIDA A UM PROPÓSITO
ANUNCIAR O PÃO DA VIDA
PÃO DA VIDA CHEIO DE GRAÇA, QUE É LUZ
O MESMO QUE APARECEU A PAULO
SEU NOME É JESUS.

DEUS FIEL E REAL QUE NADA ESPERA EM TROCA
SEU AMOR É LIVRE POR QUE ELE É ASSIM, É AMOR !
É O SENHOR, SENHOR DE JÓ, QUE SOFREU TANTA DOR
MESMO ASSIM NÃO RECLAMOU, PELO CONTRÁRIO ACEITOU,
GLORIFICOU E OROU! SABIA QUE NADA TINHA,
MESMO SENDO O MAIS RICO DA REGIÃO,
NÃO TINHA ISSO EM SEU CORAÇÃO,
ENTENDIA QUE A VERDADEIRA RIQUEZA NÃO ESTAVA ALI,
VINHA DELE QUE É O CAMINHO, COMO ELE MESMO DIZIA
'EU SOU!' PÃO, O PÃO DA VIDA.

PÃO DA VIDA É PODER, PODER DA ENTREGA,
PODER NA AJUDA AO PRÓXIMO, PODER DA RENÚNCIA,
ASSIM COMO O PAI DA FÉ, ABRAÃO,
SEU PROMETIDO FILHO ABRIU MÃO,
TEMOS O FOGO E A LENHA, E O CORDEIRO ONDE ESTÁ ?
DEUS PROVERÁ, DISSE O PAI, COM O PESO A CADA PASSO,
CONTINUARAM A CAMINHAR, TUDO ESTAVA PREPARADO ...
ENTÃO EIS QUE HOUVE GRAÇA !,
'EIS ME AQUI !' BRADOU EM ALTA VOZ,
'EIS ME AQUI !', E HOUVE LIBERTAÇÃO,
'EIS ME AQUI !', NÃO LHE FAÇAS NADA, O CORDEIRO PREPARADO ESTÁ,
EM BREVE ELE MORRERÁ,
SERÁ FEITO HOLOCAUSTO POR VOCÊ E POR MIM,
VENCERÁ A MORTE, E TRARÁ A ESPERANÇA,
JA SE FAZIA UMA ALUSÃO AO MESTRE,
O CORDEIRO SANTO QUE VIRIA,
'EIS ME AQUI !' DESDE A FUNDAÇÃO DO MUNDO,
ENTREGUE SUA VIDA A MIM, E NUNCA MAIS TERÁS FOME,
'VINDE A MIM!' E RECEBERÁS A VERDADEIRA VIDA.

O PÃO DA VIDA SE FAZ PRESENTE HOJE AQUI,
CARIDADE, GOZO, PAZ, LONGANIMIDADE, BENIGNIDADE, BONDADE, FÉ, TEMPERANÇA E MANSIDÃO,
TUDO ISSO É PÃO,
PÃO QUE TRAZ VIDA,
QUE FAZ GENTE COMO GENTE DEVE SER,
NO PRÓXIMO A SI MESMO SE VER, NO AMAR
POIS O AMOR É A VERDADEIRA EXPRESSÃO DO NOSSO SENHOR,
O SALVADOR, A ROCHA, A PEDRA DE ESQUINA,
QUE POR INFINITA MISERICÓRDIA NOS REVELOU:
EU SOU O CAMINHO A VERDADE E A VIDA.
--
(EVANGELHO DE JOÃO,  14)  
--

NELE, QUE É O CAMINHO A VERDADE E O PÃO DA VIDA.

Marcos M. Lopes
@marcosmes

Reflexão - Poder de Deus é ...

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013 Marcadores:




Poder de Deus é oferecer oferta de gratidão. [Abel]
Poder de Deus é obedecer mesmo que a sociedade assim não o faça. [Noé]
Poder de Deus é ser servo, e se assim for a vontade de Deus, liderar com coragem [Josué].
Poder de Deus é crer que há o perdão, mesmo que seja em seu último minuto de vida. [Sansão].
Poder de Deus é perseverar e seguir em paciência as orientaçãos dos céus. [Moisés]
Poder de Deus é liberar o perdão, mesmo que a traição tenha origem na propria familia. [José]
Poder de Deus é reconhecer que diante do altissimo, mesmo o rei é digno de morte. [Davi]
Poder de Deus é ser reconhecido por ser fiel. [Abraão]
Poder de Deus é oferecer ao Senhor o que de mais precioso possui. [Ana]
Poder de Deus é combater o bom combate. [Paulo]

Poder de Deus é muito mais e tudo isso.

Poder de Deus é [JESUS],
O Príncipe da Paz (Isaías 9.6) .

Poder de Deus é [JESUS],
O Justo que domina (II Samuel 23: 3-5).

Poder de Deus é [JESUS],
Deus Conosco (Mateus 1.23).

Poder de Deus é [JESUS],
O Salvador (Mateus 1.21).

Poder de Deus é [JESUS],
A Árvore da Vida (Apocalipse 22.14).

Poder de Deus é [JESUS],
O Pão da Vida (João 6.35).

Poder de Deus é [JESUS],
O Cordeiro de Deus que tira o pecado (João 1.29).

Poder de Deus é [JESUS],
Filho de Deus (Mateus 16.16).

Poder de Deus é [JESUS],
A Luz da Vida (João 8.12).

Poder de Deus é [JESUS],
O Rei e Majestade (Filip. 2: 5-11).

Poder de Deus é [JESUS],
A Nossa Paz (Miquéias 5: 2-5 / Efésios 2:14).

Poder de Deus é [JESUS],
O Único Salvador (Atos 4.12 / João 1. 10-12).

Poder de Deus é [JESUS],
O Caminho , A Verdade e A Vida (João 14.6).

Poder de Deus é [JESUS],
A Esperança de Deus (Colos. 1.27).

Poder de Deus é [JESUS],
A Videira Verdadeira (João 15: 1,5).

Poder de Deus é [JESUS],
Criador e sustentador de todas as coisas (Colos. 1: 16-17).

Poder de Deus é [JESUS],
somente através DELE o Poder de Deus foi, é, e sempre será.

Marcos M. Lopes
Fev-2013
@marcosmes

Reflexão - Você pouparia este Jesus?

sábado, 1 de dezembro de 2012 Marcadores:



Hermes C. Fernandes

- Alguém aí me acusa de pecado?[1] 

Esta pergunta fora feita por ninguém menos que o Filho de Deus.

Até onde sabemos, ninguém ousou se pronunciar. Mas pensando bem... alguns cristãos modernos talvez tivessem sérias acusações a fazer.  

Abaixo, segue uma lista de supostos pecados que Ele teria cometido:

Sentou-se e comeu com gente da pior espécie.[2]

Aceitou presentes de prostitutas.[3] 

Foi conivente com o vício ao transformar água pura em bebida alcoólica de ótima qualidade.[4] 

Foi flagrado conversando com uma mulher de moral duvidosa, e ainda por cima, samaritana.[5] 

Impediu a execução justa de uma adúltera descarada, e ainda expôs seus delatores.[6] 

Quebrou o santo mandamento do sábado várias vezes (pelo menos, segundo a interpretação dos sábios e piedosos judeus).[7] 

Exaltou a figura de um pária em uma de suas parábolas, enquanto desmascarou a religiosidade apática de uma casta religiosa.[8] 

Elogiou a fé de um oficial romano (provavelmente um idólatra) na frente de seus patrícios.[9] 

Tocou e deixou-se tocar por leprosos, o que, pela Lei, tornava-o imundo.[10] 

Não fez média com autoridades; pelo contrário, chamou Herodes de raposa.[11] 

Xingou gente piedosa de ‘cobras e lagartos’, enquanto tratou com cavalheirismo quem não merecia nem atenção.[12] 

Falou com gente morta (dois de uma vez!).[13] 

Hospedou-se na casa de um corrupto.[14] 

Traiu os anseios populares ao abonar o recolhimento de impostos por parte do império que ocupara suas terras.[15] 

Contou historinhas com mensagens subliminares e teor subversivo.[16] 

Pediu arrego no momento de maior pressão.[17]  

Questionou o abandono do Seu Deus na hora da morte.[18] 

Garantiu o acesso ao paraíso a um meliante condenado à morte.[19] 

Promoveu a desordem ao entrar em recinto sagrado munido de chicote. [20]

Sabotou o sistema financeiro ao expulsar cambistas e negociantes do pátio do templo. [21] 

Celebrou reuniões secretas com seus seguidores pedindo sigilo absoluto. [22] 

Esse Jesus não soa ‘subversivo’ demais? Não teria sido melhor crucificá-lo mesmo? Será que os crentes de hoje o poupariam? 

Alguém com este currículo deve ser detido o quanto antes, para que sua doutrina não se espalhe pelo tecido social, resultando na subversão da ordem vigente.  



[1] João 8:46
[2] Marcos 2:16
[3] Lucas 7:37
[4] João 2:9
[5] João 4:27
[6] João 8:4
[7] João 5:16
[8] Lucas 10:33
[9] Mateus 8:10
[10] Marcos 1:41
[11] Lucas 13:32
[12] Marcos 8:38
[13] Mateus 17:3
[14] Lucas 19:5-7
[15] Mateus 22:21
[16] Mateus 13:34
[17] Mateus 26:39
[18] Mateus 27:46
[19] Lucas 23:43
[20] João 2:15
[21] Mateus 21:12
[22] Foram várias, antes e depois da ressurreição.


* Os fatos não estão em ordem cronológica. ´

Reflexão - COMO ME SEDUZISTE?

segunda-feira, 12 de novembro de 2012 Marcadores:


Caio.

Por que te amo assim..., Jesus?


Só sei que foi por causa do teu amor por mim!

Agora, tudo me fale de Ti.

Sim, porque criastes todas as coisas, todas as coisas agora só me falam de Ti.

E porque sei que me fizestes, hoje tudo em mim só me lembra de Ti, Senhor.

Teu amor, Teu terror, Teu calor, Teu temor, Teu perdão, Teu trovão, Teu refugio, Tua ira, Teu galardão, Tua sentença, Teu poder, Tua singeleza, Teu braço, Tua brisa — sim, tudo se tornou uma só coisa em mim!

Tu és!
Eu sou em Ti!
Tu-eu-eu-Tu!
  Nele, nós.

Reflexão - Devoções

sexta-feira, 2 de novembro de 2012 Marcadores:




John Donne.

Nenhum homem é uma ilha, completo por si só. Todo homem é um pedaço do continente, uma parte do todo. Se um torrão é erodido pelo mar, a Europa é diminuída, como se fosse um promontório, ou a propriedade de um amigo seu, ou mesmo a sua. A morte de qualquer ser humano me diminui, por que estou envolvido com a humanidade. Por isso, nunca mande perguntar por quem o sino dobra; é por você.

Tampouco podemos dizer que essa atitude é mendigar miséria, ou tomar miséria emprestada, como se já não fossemos miseráveis o bastante por nós mesmos, mas precisássemos pegar da casa ao lado, tomando para nós a miséria dos vizinhos. Na verdade seria uma cobiça desculpável se assim agíssemos, pois a aflição é um tesouro, e quase ninguém tem dela o suficiente. Não tem aflições suficientes que com elas não cresce e amadurece e assim torna-se digno de Deus. Se um homem carregar um tesouro em lingote, ou em barras de ouro, e não tiver nenhum ouro em moeda corrente, o tesouro não lhe servirá para pagar as despesas durante a viagem.

A tribulação é um tesouro em estado bruto, mas não é moeda corrente no seu uso, a não ser que por meio dela nos aproximemos mais da nossa casa, o céu. É possível que outro homem também esteja enfermo, mortalmente enfermo, e sua aflição pode estar nas suas entranhas como um ouro numa mina, sem ter para ele utilidade alguma; mas esse sino, que anuncia a aflição do outro, extrai esse ouro e o aplica para mim: isso se mediante essa consideração do perigo dele eu contemplar o meu e assim me garante, recorrendo a Deus, nossa única garantia.


Reflexão - O decepcionante Deus que creio

segunda-feira, 29 de outubro de 2012 Marcadores:



Piero Barbacovi

Sinto decepcionar, mas o Deus que creio não é bipolar. Não nos oferece vida, amor e perdão nos nossos poucos anos aqui na terra para depois, quando morrermos, nos condenar eternamente à dor, castigos, aflições e agonias. Não pode ser compassivo e cuidadoso e, num piscar de olhos, ser cruel, torturador e vingativo. Esse Deus é instável, psicologicamente insuportável, assustador e traumatizante.


Sinto decepcionar, mas o Deus que creio não desce do céu em carros de fogo com milhares de anjos pra guerrear com um inimigo imaginário. Muito menos financia guerras “santas”, Cruzadas ou uma guerra no Iraque. Nem pede dinheiro para começar a agir ou realizar milagres. Deus “batalha” com o diálogo, fatiga-se na dialética, transpassa a barriga com uma palavra de amor, que rasga o corpo pela doçura de seu carinho.

Sinto decepcionar, mas o Deus que creio não criou e determinou tudo. Não deixou carmas, castas ou destinos. O Deus que creio quer que façamos parte da criação, que sejamos colaboradores da construção da história. Ele não tem um plano pra nós, mas faz do nosso um dos seus. Esse Deus nos estimula a viver, a ser, a tornarmos, a transformarmo-nos em protagonistas. Então, entra a chamada salvação e o céu. Ambos aqui na Terra. Deus nos incentiva a vivermos uma vida “salva” aqui e agora e a compartilhá-la. Uma vida cheia de princípios corretos e que a tornam mais prazerosa e bela, de forma a trazer o céu para cá, para este momento.

Sinto decepcionar, mas o Deus que creio não se revela numa só religião, numa só interpretação bíblica e muito menos só na bíblia. Deus é muito maior que qualquer hermenêutica, cultura ou credo. O Deus que creio se revela em qualquer um, em Buda, Maomé, Alá, deuses indígenas. É encontrado num ateu, que faz doações, que vai à periferia, que visita hospitais, não num evangélico que fica realizando milagres a torto e à direita. O Deus que creio está para além dele mesmo.

Sinto decepcionar, mas o Deus que creio não tosa nossa vida, não nos reprime. Creio em um Deus hedonista, que tem prazer nas pequenas coisas e que sabe apreciar uma pipoca com refrigerante, um bom vinho com queijo, uma cerveja com amendoim, um livro do Fernando Pessoa, uma música do Djavan, uma conversa franca, um abraço sincero, um discreto sorriso ou um simples olhar. Creio que Deus se manifesta nos deleites da vida e, por isso, devemos vivê-la plenamente, e não ficar colocando cercas ao nosso redor, com medo de “pecar”. Devemos abrir novos caminhos e apreciar o viver. Sigo Rob Bell, “Viver é gozar do bom mundo de Deus”.

Enfim, estou cansado dessa visão rasa do evangelho, de Deus e da vida. O Deus que creio é o(s) caminho(s) e quer nos fazer entender a vida de forma mais pura, sensata e na sua essência. Ele não faz acepção de pessoas, quer relacionar-se com todos nós, nos procura como estamos.

O Deus que creio decepciona a muitos. Graças a Deus!

Reflexão - O Cristo Genérico

terça-feira, 22 de maio de 2012 Marcadores:




Hermes C. Fernandes


Cristo Genérico: Milhões matariam por ele.
Jesus Autêntico: Milhões morreriam por Ele.


Cristo Genérico: Os fins justificam os meios.
Jesus Autêntico: Decreta os fins e estabelece os meios.


Cristo Genérico: A auto-estima acima de tudo.
Jesus Autêntico: O Amor acima de tudo.


Cristo Genérico: Os interesses pessoais como prioridade.
Jesus Autêntico: O Reino de Deus e a Sua Justiça.


Cristo Genérico: Multiplicar para concentrar recursos.
Jesus Autêntico: Compartilhar para espalhar recursos.


O Cristo Genérico é encontrado nas prateleiras dos mercados da fé.
O Jesus Autêntico é encontrado em nosso semelhante, principalmente
nos marginalizados, nos excluídos, nos famintos. 


O Cristo Genérico é um aliado dos poderes constituídos
O Jesus Autêntico Se solidariza com os oprimidos


O Cristo Genérico está disponível nas catedrais.
O Jesus Autêntico não se acomoda na suntuosidade dos templos.


O Cristo Genérico busca ser bajulado.
O Jesus Autêntico é honrado quando colocamos em prática o que Ele ensinou.


O Cristo Genérico se contenta com mãos erguidas aos céus em louvor.
O Jesus Autêntico procura por mãos estendidas ao próximo em amor.


Um é adepto do marketing e está sempre preocupado com o que dá certo.
O Outro  não está nem aí para imagem, e Se preocupa com o que é certo.


Um adora os holofotes dos palcos.
O Outro prefere a discrição dos bastidores.


Um aponta o dedo para acusar.
O Outro estende o braço para ajudar.


Um busca quem o defenda diante dos homens.
O Outro procura quem defenda a causa dos oprimidos.


Um é aclamado por quem deseja cabeça e não cauda.
O Outro é amado por quem prefere servir a ser servido.


Reflexão - Bem aventurados

domingo, 13 de maio de 2012 Marcadores:




Feliz quem tem respeito pelo seu próximo.


Feliz quem aprendeu a ver e crer com a humildade das crianças.


Feliz quem é consolado e consola os outros.


Feliz quem tem o coração manso e não se sente dono de nada.


Feliz quem tem a sua mente livre da maldade, pensando sempre com amor.


Feliz quem é reconhecido como um filho de Deus por promover a paz.


Feliz quem sofre por tentar estabelecer a justiça social.


E se alguém for perseguido por ser assim feliz, levante a cabeça e alegre-se, pois o Reino de Deus habita em seu coração…



Reflexão - Jeremias 17:7-8

Marcadores:



"Abençoado é aquele que confia no Senhor; que fez do Senhor a sua esperança, a sua confiança.

É como uma árvore plantada junto à margem dum rio, cujas raízes encontram facilmente água, que não se incomoda com os fortes calores, nem se aflige com os meses de seca.
As suas folhas mantêm-se verdes, e produz sempre os melhores frutos.” 

Reflexão - Sonho

sexta-feira, 11 de maio de 2012 Marcadores:

Cada pessoa faria o que ela gosta, sem entrar em concorrência com ninguém, não seria uma sociedade baseada na competição, na importância individual e na sobrevivência.


A identidade de todos seria reconhecida pelo seu justo valor e seria impossível para um abusar do outro, pois todos saberiam que roubar o próximo é roubar-se a si mesmo.

Os avanços técnicos seriam maiores e serviriam para o bem de todos pois nada poderia ser compartimentalizado. Não haveria nada para ganhar a nível pessoal, pois a importância da beleza e da sabedoria seria baseada na transparência das expressões e sua capacidade em deixar passar a graça através delas.

Neste sentido, a espontaneidade seria a regra de ouro e, ao contrário da crença popular, não daria um grupo de indivíduos idênticos. A Diversidade extensa seria permitida e organizada, não categorizada pelo mental, limitada à inteligência local, como nesta sociedade, em classes, numa escala de valores nos postos de trabalho.

A menor das tarefas seria entendida como uma importância no equilíbrio do universo. A coisa mais importante é que não haveria medos, ansiedades, invejas, não seria necessário, a experiência coletiva seria virada para a plena exploração do potencial da consciência.

As relações seriam verdadeiras, ou seja, só o que for espontâneo e enriquecedor sobreviverá, o que for feito de maneira “política” para manter o amor dessa pessoa, não. Uma realização global iria revolucionar todos as dimensões da vida em todos os níveis.

Yuri.

Reflexão - DEZ MANDAMENTOS PARA TRANSGREDIR.

quarta-feira, 11 de abril de 2012 Marcadores:



1. É mal fazer o bem para todo aquele que é mau. Ele o odiará pela maldade de seu bem.

2. É mal pensar o bem acerca de quem só concebe o mal. Ele usará você sem escrúpulos.

3. É mal desejar que o Bem aconteça a quem o inveje por você ser bom. Ele o julgará superior e o invejará com todo ódio.

4. É mal realizar o bem a quem tem complexo de inferioridade em relação a você. Ele crerá que você o está humilhando. 

5. É mal não fazer nada de mal a quem só deseja o mal a você. Ele não agüentará a sua não resposta às provocações.

6. É mal ajudar o covarde quando está em desvantagem. Ele pensará que você é cúmplice. 

7. É mal fazer o bem aos que tudo vêem como impuro. Sua bondade será interpretada como frouxidão.

8. É mal fazer o bem aos que o adulam. Eles pensarão que sua bondade é pagamento e tentarão ampliar os negócios com sua alma.

9. É mal fazer o bem a quem não ama. Ele nunca acreditará em você. 

10. É mal fazer o bem a quem cobiça. Ele desejará seu bem a serviço dos interesses dele.

Bem, já que é assim, dê uma surra de bondade no mundo!
Transgrida esses princípios sempre.
Será para o seu Bem.
Espero que você seja incorrigível.
Seja esse pecador.
Peque esse pecado.
Sofra desse mal.
Você está condenado!

Graças a Deus!
Caio Fábio.

Reflexão - Um esclarecimento.

terça-feira, 10 de abril de 2012 Marcadores:


Tu és santo, único Deus Senhor,
Que operas coisas maravilhosas


Tu és forte, és grande, és altíssimo
És rei onipotente: tu, Pai santo,
rei do céu e da terra


Tu és trino e uno, Senhor Deus dos deuses
És o bem, todo o bem, o sumo bem,
o Senhor Deus vivo e verdadeiro


Tu és caridade, és sapiência
És humildade, és paciência
És beleza, és mansidão
És segurança, és descanso


Tu és júbilo e alegria,
És nossa esperança
És justiça
És moderação
És toda nossa riqueza e suficiência


Tu és beleza
Tu és mansidão
És protetor, és nosso guardião e nosso defensor
És força, és conforto


Tu és a nossa esperança
Tu és a nossa fé
Tu és a nossa caridade


És toda a nossa doçura
És nossa vida eterna, grande e admirável Senhor
Deus onipotente,
Misericordioso Salvador


Este texto, entregue por São Francisco a Frei Leão em 1224 (isto é, dois anos antes de morrer) e preservado hoje em dia em Assis, é um dos dois manuscritos de sua própria mão que sobreviveram aos séculos. Como em toda a marca que Francesco deixou sobre a terra, ele passa com resignação pelas coisas grandes e de menos importância requeridas pela ortodoxia (tu és rei onipotente, trino e uno, etc) e pausa sobre as coisas importantes – isto é, pequenas e singelas e que dizem respeito à cumplicidade entre os homens na qual se revela a divindade: tu és beleza, tu és mansidão (que aparecem juntas duas vezes) e, meu Deus, tu és toda a nossa doçura. Numa palavra, ele começa falando de teologia e termina falando sobre Jesus.

O pergaminho original revela que na primeira vez em que aparece a palavra “caridade”, como que para deixar um sumo e definitivo esclarecimento, Francesco voltou atrás e escreveu, acima da palavra latina caritas, a palavra (que em latim se escreve como em português) amor.


Reflexão - O que entendo por verdade

sábado, 17 de março de 2012 Marcadores:


Ricardo Gondim
Entre os diversos constrangimentos que passei nos últimos anos, o mais aborrecido aconteceu em um restaurante. Fui a um almoço achando que era um encontro de amigos. Na verdade, não passou de pretexto para uma sabatina. “Você acredita que existe a verdade?”. A pergunta, feita entre uma conversa trivial, pretendia ser um xeque mate. Se respondesse sem gaguejar, passaria no teste. Se hesitasse, seria escanteado. Não sei o que meu companheiro pensou. Mas aquela foi a última ceia junto daquele que eu considerava, minimamente, um amigo.
De lá para cá, ainda estou em dúvida: o que ele pretendia? Eu lhe disse que  fujo da pretensão de que existe uma verdade “pura”. Que está dada e que espera que eu descubra como um Colombo. Não guardo qualquer pretensão de  chegar à verdade absoluta sobre qualquer coisa. No estudo exaustivo de qualquer tema, apenas escancaro a minha ignorância.
Ninguém sabe tudo sobre Machado de Assis,  matemática, física quântica ou futebol. O arroubo teológico de possuir a verdade pela correta dissecação de um texto bíblico é tontice. Não há nenhum sistema que abarque a verdade sobre Deus.
Ao preocupar-me com problemas éticos e práticos de meu compromisso humano,  saberei me manter flexível nos pressupostos teóricos. Ao lidar com pessoas reais, que vivem problemas reais, que fazem perguntas reais, reconhecerei que a vida transborda para além dos sistemas de pensamento.
Teologar é assumir compromisso de jamais considerar que as afirmações teóricas estão acima da vida. As questões “duras” de nossa contemplação devem coincidir com as que  dizem respeito às pessoas. Que as pessoas nos intriguem, não teorias livrescas. O teólogo tem que ser, antes de tudo, um realista. Realismo: esforço de trazer para perto da vida, coração e mente; isto é, emoção e razão. O Logos, o Verbo, se fez carne. No cristianismo vimos, tocamos e cheiramos a verdade encarnada, não pensada.
O conhecimento do Verbo não se restringe ao racional. Ele foi uma pessoa. O conhecimento de Deus extrapola o cogito moderno. Cristianismo é sinônimo de compromisso, comunhão, solidariedade e busca da justiça. A obediência da fé tem mais possibilidade de compreender os mistérios de Deus que o estéril exercício da racionalidade.
Teologia não se algema à letra do texto. O texto, analisável gramaticalmente, mata. Certas verdades só são captadas pelo espírito. Elas pulsam na esfera da sensibilidade. Só com um novo nascimento, uma iniciação indescritível, vê-se o que está no sobrenatural. Para apreender o mistério divino é preciso nadar no rio que não dá pé. Encontram Deus os que voam com asas de águia. O Espírito batiza, mergulha no amor aqueles que buscam a Deus..
Só arranhamos a superfície do conhecimento de Deus, mesmo quando caem viseiras espirituais, rasgam-se máscaras da soberba e rompem-se vícios da linguagem.
Teologia não dá livre acesso ao sucesso. Quem acredita nisso vira carreirista; e seu fim será a perversidade. É preferível a discrição ao aplauso, o exílio aos holofotes. Melhor amargar o abandono a conviver com gente que embarca no sucesso passageiro das ideias simplórias.
Não se faz teologia para gerar adeptos, mas para transformar o próprio teólogo. O processo que articula ideias sobre Deus não pode desencadear intolerância, soberba, exclusivismo. Essa sabedoria merece ser descartada como demoníaca.
Teologia não pode ensimesmar. Pensar com liberdade significa vigiar para que vantagens, amparos, privilégios, não impeçam a alma de ser compassiva. É fácil abstrair sobre o sofrimento universal enquanto se vive em zona de segurança.
Se o projeto de Deus para a humanidade inclui o câmbio de corações de pedra em corações de carne, então que o processo comece por aqueles que compreenderam essa verdade. O teólogo molha os textos de lágrimas, impregna seu discurso com misericórdia, calça a história de ternura.
Conhecer a verdade significa dispor-se a caminhar ao sabor do vento; atirar-se a um navegar impreciso, trabalhar constrangido pelo amor e vivificado pela graça. O bom pensador enlaça a fragilidade com a bem-aventurança da mansidão –  e com ela herda a terra.
Desde aquele dia ainda não sei se consegui contentar o meu interlocutor no almoço. Agora, com tempo, posso afirmar: em verdades assim eu creio.
Soli Deo Gloria.

Reflexão - Permanecei em Cristo

sábado, 3 de março de 2012 Marcadores:



Andrew Murray .

Cristão, não tema reivindicar as promessas de Deus de fazer você santo. Não de ouvidos à sugestão de que a corrupção de sua velha natureza impossibilitaria a santidade. Na sua carne não mora nada de bom, e aquele carne, embora crucificada com Cristo,ainda não esta morta, e procurará constantemente insurgir-se e conduzir você para o mal. Mas o pai é o agricultor. Ele enxertou a vida de Cristo na sua vida. A vida santa é mais poderosa do que a vida má; sob o olhar vigilante do agricultor, a nova vida pode sufocar as atividades da vida má dentro de você. A natureza má está ali, com sua tendência inalterada para insurgir-me e manifestar-se. Mas a nova natureza também está ali - o Cristo vivo, a sua santificação, está ali, e por meio dele todos os seus poderes são santificados à medida que vão ganhando vida, e são levados a frutificar para a glória do Pai.


E agora, se você quiser levar uma vida santa, permaneça em Cristo a sua santificação. Olhe para ele como o Santo de Deus, feito homem para poder comunicar-nos a santidade de Deus. Ouça quando a escritura ensina que há em você uma natureza nova, um homem novo, criado em Cristo Jesus em justiça e verdadeira santidade.Lembre-se de que essa natureza santa que está em você é singularmente adequada para conduzir uma vida santa e praticar todos os santos deveres, na mesma medida que a natureza antiga é adequada para praticar o mal.


Reflexão - A teologia dos evangelhos

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012 Marcadores:



James Moffatt
Jesus proíbe qualquer restrição ao amor e compaixão para com os maldosos conosco. 
Essa doutrina parece heróica aos olhos da natureza humana comum, mas Jesus não a apresenta como tal. 


Ele fundamenta sua exigência na atitude natural do Pai, naquilo que Francisco de Assis chamou de "a grande cortesia de Deus". 


Pressupõe que os homens desfrutam os benefícios da chuva e do sol recebidos da mão do Pai e argumenta que uma generosidade semelhante deve fluir do nosso coração para os sem méritos. 
O altíssimo é bondoso para com os ingratos e os maus. Sede misericordiosos, assim como vosso Pai é perfeito, estendendo o vosso amor até aos inimigos. 


A pretensão moral é que os filhos do reino devem reproduzir na própria vida o espírito de seu régio Pai, especialmente para com aqueles que os ofenderam.


Reflexão - Aos pés de Jesus

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012 Marcadores:



Aos pés de Jesus, devo chorar.
Aos pés de Jesus, devo agradecer.
Aos pés de Jesus, devo crescer.
Aos pés de Jesus, devo amar.

Aos pés de Jesus, devo entender.
Aos pés de Jesus, devo participar.
Aos pés de Jesus, devo glorifcar.
Aos pés de Jesus, devo VIVER.

NELE que é o caminho, a verdade e a vida.
@marcosmes

Reflexão - As bem-aventuranças dos pastores idiotas

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012 Marcadores:



Bem-aventurados sois vós, “pastores idiotas”, quando fordes xingados com este epíteto simplesmente por acreditardes no que disse Jesus: “Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem consomem, e onde os ladrões minam e roubam” (Mateus 6.9). Tal ato insano, ao invés de vos maldizer, mostra que ainda estais firmes na verdade.
Bem-aventurados sois vós, “pastores idiotas”, que não sucumbistes aos “encantos” da teologia da prosperidade por compreender que “os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína” (1 Timóteo 6.9). Não vos entristeçais, nem penseis que estais sozinhos. Há muitos outros “idiotas” convosco, inclusive o apóstolo Paulo.
Bem-aventurados sois vós, “pastores idiotas”, por não vos curvardes aos arautos que vos maltratam em virtude de crerdes que aos ricos deste mundo a Palavra de Deus ordena: “Não sejam altivos, nem ponham a esperança na incerteza das riquezas” (1 Timóteo 6.7). Tal maldição é, na verdade, um reconhecimento de que pondes a vossa confiança não nas riquezas desta vida, mas na abundância que vos é dada para a glória de Deus.
Bem-aventurados sois vós, “pastores idiotas”, que resistis aos apelos dos que vos querem enredar com o brilho do ouro que perece, porque vós bem sabeis que é vosso dever continuardes a ensinar às suas ovelhas “que façam o bem, enriqueçam em boas obras, repartam de boa mente, e sejam comunicáveis” (1 Timóteo 6.18). Saibais que outros “pastores idiotas” iguais a vós foram já recebidos na glória e aguardam o precioso galardão.
Bem-aventurados sois vós, “pastores idiotas”, porque não perdestes a visão da semeadura e, por isso mesmo, sabeis que não se ganham almas com o glamour das riquezas humanas, mas com a sementeira do evangelho. Sem esquecerdes da advertência da parábola do semeador, que diz: “Os cuidados deste mundo, e a sedução das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera” (Mateus 13.22).
Bem-aventurados sois vós, “pastores idiotas”, por não perfilardes o triunfalismo da pregação humanista, centrada no homem, que enriquece a quem prega e defrauda a quem ouve. Ainda que vos pareça estardes “fora do modelo contemporâneo”, alegrai-vos porque continuais apegados ao modelo bíblico, que diz: “Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo” (Gálatas 6.14).
Bem-aventurados sois vós, “pastores idiotas”, que embora injuriados pela vossa pregação “arcaica”, ainda carregais no bolso do vosso coração a credencial de servo do Altíssimo, enquanto alguns já a trocaram pelas credenciais de semideus, arrogante e soberbo e usam-na ao sabor das circunstâncias para se locupletarem em cima da lã de suas ovelhas.
Bem-aventurados sóis vós, “pastores idiotas”, que, enquanto alguns voam os céus do mundo em modernos jatinhos, trafegam as grandes avenidas em luzentes automóveis e se deleitam nos mármores de grandes mansões, o vosso prazer é estar junto das ovelhas, alegrardes com elas e, se preciso for, dar por elas a vossa própria vida. Não vos esqueçais que outros “idiotas” iguais a vós se encontram já no Reino do Pai.
Bem-aventurados sois vós, “pastores idiotas”, que preferis o “prejuízo” da coerência, da fidelidade a toda prova aos princípios imutáveis da Palavra de Deus, do que sucumbirdes – ainda que tentados – às lentilhas que se vos oferecem para amenizar eventuais necessidades imediatas. Mais vale o pão dormido da consciência tranquila do que os banquetes da consciência aprisionada.
Bem-aventurado sois vós, “pastores idiotas”, pelo modo como sois tratados por amor do nome do Senhor e por não vos enredardes pelo brilho passageiro da glória humana. Não sois melhores por isso, mas também não sois piores. Todavia, enchei o vosso coração de alegria porque o vosso nome faz parte da galeria dos heróis da fé que professam somente a Cristo e têm Deus como o bem maior da vida. Tende como lema o que Paulo ensinou: “Regozijai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, regozijai-vos” (Filipenses 4.4).
Assina um “idiota” como todos vós.
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Geremias do Couto é pastor, teólogo e blogueiro