Reflexão - O decepcionante Deus que creio

segunda-feira, 29 de outubro de 2012 Marcadores:



Piero Barbacovi

Sinto decepcionar, mas o Deus que creio não é bipolar. Não nos oferece vida, amor e perdão nos nossos poucos anos aqui na terra para depois, quando morrermos, nos condenar eternamente à dor, castigos, aflições e agonias. Não pode ser compassivo e cuidadoso e, num piscar de olhos, ser cruel, torturador e vingativo. Esse Deus é instável, psicologicamente insuportável, assustador e traumatizante.


Sinto decepcionar, mas o Deus que creio não desce do céu em carros de fogo com milhares de anjos pra guerrear com um inimigo imaginário. Muito menos financia guerras “santas”, Cruzadas ou uma guerra no Iraque. Nem pede dinheiro para começar a agir ou realizar milagres. Deus “batalha” com o diálogo, fatiga-se na dialética, transpassa a barriga com uma palavra de amor, que rasga o corpo pela doçura de seu carinho.

Sinto decepcionar, mas o Deus que creio não criou e determinou tudo. Não deixou carmas, castas ou destinos. O Deus que creio quer que façamos parte da criação, que sejamos colaboradores da construção da história. Ele não tem um plano pra nós, mas faz do nosso um dos seus. Esse Deus nos estimula a viver, a ser, a tornarmos, a transformarmo-nos em protagonistas. Então, entra a chamada salvação e o céu. Ambos aqui na Terra. Deus nos incentiva a vivermos uma vida “salva” aqui e agora e a compartilhá-la. Uma vida cheia de princípios corretos e que a tornam mais prazerosa e bela, de forma a trazer o céu para cá, para este momento.

Sinto decepcionar, mas o Deus que creio não se revela numa só religião, numa só interpretação bíblica e muito menos só na bíblia. Deus é muito maior que qualquer hermenêutica, cultura ou credo. O Deus que creio se revela em qualquer um, em Buda, Maomé, Alá, deuses indígenas. É encontrado num ateu, que faz doações, que vai à periferia, que visita hospitais, não num evangélico que fica realizando milagres a torto e à direita. O Deus que creio está para além dele mesmo.

Sinto decepcionar, mas o Deus que creio não tosa nossa vida, não nos reprime. Creio em um Deus hedonista, que tem prazer nas pequenas coisas e que sabe apreciar uma pipoca com refrigerante, um bom vinho com queijo, uma cerveja com amendoim, um livro do Fernando Pessoa, uma música do Djavan, uma conversa franca, um abraço sincero, um discreto sorriso ou um simples olhar. Creio que Deus se manifesta nos deleites da vida e, por isso, devemos vivê-la plenamente, e não ficar colocando cercas ao nosso redor, com medo de “pecar”. Devemos abrir novos caminhos e apreciar o viver. Sigo Rob Bell, “Viver é gozar do bom mundo de Deus”.

Enfim, estou cansado dessa visão rasa do evangelho, de Deus e da vida. O Deus que creio é o(s) caminho(s) e quer nos fazer entender a vida de forma mais pura, sensata e na sua essência. Ele não faz acepção de pessoas, quer relacionar-se com todos nós, nos procura como estamos.

O Deus que creio decepciona a muitos. Graças a Deus!

Video - Uma releitura da missão integral.

quinta-feira, 19 de julho de 2012 Marcadores:


Missão na integra - Uma releitura da missão integral - Ariovaldo Ramos - 14/07/2012.




Missão na integra - Uma releitura da missão integral - Ariovaldo Ramos - 14/07/2012 from Ariovaldo Ramos on Vimeo.

Reflexão - O Cristo Genérico

terça-feira, 22 de maio de 2012 Marcadores:




Hermes C. Fernandes


Cristo Genérico: Milhões matariam por ele.
Jesus Autêntico: Milhões morreriam por Ele.


Cristo Genérico: Os fins justificam os meios.
Jesus Autêntico: Decreta os fins e estabelece os meios.


Cristo Genérico: A auto-estima acima de tudo.
Jesus Autêntico: O Amor acima de tudo.


Cristo Genérico: Os interesses pessoais como prioridade.
Jesus Autêntico: O Reino de Deus e a Sua Justiça.


Cristo Genérico: Multiplicar para concentrar recursos.
Jesus Autêntico: Compartilhar para espalhar recursos.


O Cristo Genérico é encontrado nas prateleiras dos mercados da fé.
O Jesus Autêntico é encontrado em nosso semelhante, principalmente
nos marginalizados, nos excluídos, nos famintos. 


O Cristo Genérico é um aliado dos poderes constituídos
O Jesus Autêntico Se solidariza com os oprimidos


O Cristo Genérico está disponível nas catedrais.
O Jesus Autêntico não se acomoda na suntuosidade dos templos.


O Cristo Genérico busca ser bajulado.
O Jesus Autêntico é honrado quando colocamos em prática o que Ele ensinou.


O Cristo Genérico se contenta com mãos erguidas aos céus em louvor.
O Jesus Autêntico procura por mãos estendidas ao próximo em amor.


Um é adepto do marketing e está sempre preocupado com o que dá certo.
O Outro  não está nem aí para imagem, e Se preocupa com o que é certo.


Um adora os holofotes dos palcos.
O Outro prefere a discrição dos bastidores.


Um aponta o dedo para acusar.
O Outro estende o braço para ajudar.


Um busca quem o defenda diante dos homens.
O Outro procura quem defenda a causa dos oprimidos.


Um é aclamado por quem deseja cabeça e não cauda.
O Outro é amado por quem prefere servir a ser servido.


Reflexão - Bem aventurados

domingo, 13 de maio de 2012 Marcadores:




Feliz quem tem respeito pelo seu próximo.


Feliz quem aprendeu a ver e crer com a humildade das crianças.


Feliz quem é consolado e consola os outros.


Feliz quem tem o coração manso e não se sente dono de nada.


Feliz quem tem a sua mente livre da maldade, pensando sempre com amor.


Feliz quem é reconhecido como um filho de Deus por promover a paz.


Feliz quem sofre por tentar estabelecer a justiça social.


E se alguém for perseguido por ser assim feliz, levante a cabeça e alegre-se, pois o Reino de Deus habita em seu coração…



Reflexão - Jeremias 17:7-8

Marcadores:



"Abençoado é aquele que confia no Senhor; que fez do Senhor a sua esperança, a sua confiança.

É como uma árvore plantada junto à margem dum rio, cujas raízes encontram facilmente água, que não se incomoda com os fortes calores, nem se aflige com os meses de seca.
As suas folhas mantêm-se verdes, e produz sempre os melhores frutos.” 

Imagem - Ser como ...

Marcadores:


Reflexão - Sonho

sexta-feira, 11 de maio de 2012 Marcadores:

Cada pessoa faria o que ela gosta, sem entrar em concorrência com ninguém, não seria uma sociedade baseada na competição, na importância individual e na sobrevivência.


A identidade de todos seria reconhecida pelo seu justo valor e seria impossível para um abusar do outro, pois todos saberiam que roubar o próximo é roubar-se a si mesmo.

Os avanços técnicos seriam maiores e serviriam para o bem de todos pois nada poderia ser compartimentalizado. Não haveria nada para ganhar a nível pessoal, pois a importância da beleza e da sabedoria seria baseada na transparência das expressões e sua capacidade em deixar passar a graça através delas.

Neste sentido, a espontaneidade seria a regra de ouro e, ao contrário da crença popular, não daria um grupo de indivíduos idênticos. A Diversidade extensa seria permitida e organizada, não categorizada pelo mental, limitada à inteligência local, como nesta sociedade, em classes, numa escala de valores nos postos de trabalho.

A menor das tarefas seria entendida como uma importância no equilíbrio do universo. A coisa mais importante é que não haveria medos, ansiedades, invejas, não seria necessário, a experiência coletiva seria virada para a plena exploração do potencial da consciência.

As relações seriam verdadeiras, ou seja, só o que for espontâneo e enriquecedor sobreviverá, o que for feito de maneira “política” para manter o amor dessa pessoa, não. Uma realização global iria revolucionar todos as dimensões da vida em todos os níveis.

Yuri.

Reflexão - DEZ MANDAMENTOS PARA TRANSGREDIR.

quarta-feira, 11 de abril de 2012 Marcadores:



1. É mal fazer o bem para todo aquele que é mau. Ele o odiará pela maldade de seu bem.

2. É mal pensar o bem acerca de quem só concebe o mal. Ele usará você sem escrúpulos.

3. É mal desejar que o Bem aconteça a quem o inveje por você ser bom. Ele o julgará superior e o invejará com todo ódio.

4. É mal realizar o bem a quem tem complexo de inferioridade em relação a você. Ele crerá que você o está humilhando. 

5. É mal não fazer nada de mal a quem só deseja o mal a você. Ele não agüentará a sua não resposta às provocações.

6. É mal ajudar o covarde quando está em desvantagem. Ele pensará que você é cúmplice. 

7. É mal fazer o bem aos que tudo vêem como impuro. Sua bondade será interpretada como frouxidão.

8. É mal fazer o bem aos que o adulam. Eles pensarão que sua bondade é pagamento e tentarão ampliar os negócios com sua alma.

9. É mal fazer o bem a quem não ama. Ele nunca acreditará em você. 

10. É mal fazer o bem a quem cobiça. Ele desejará seu bem a serviço dos interesses dele.

Bem, já que é assim, dê uma surra de bondade no mundo!
Transgrida esses princípios sempre.
Será para o seu Bem.
Espero que você seja incorrigível.
Seja esse pecador.
Peque esse pecado.
Sofra desse mal.
Você está condenado!

Graças a Deus!
Caio Fábio.

Reflexão - Um esclarecimento.

terça-feira, 10 de abril de 2012 Marcadores:


Tu és santo, único Deus Senhor,
Que operas coisas maravilhosas


Tu és forte, és grande, és altíssimo
És rei onipotente: tu, Pai santo,
rei do céu e da terra


Tu és trino e uno, Senhor Deus dos deuses
És o bem, todo o bem, o sumo bem,
o Senhor Deus vivo e verdadeiro


Tu és caridade, és sapiência
És humildade, és paciência
És beleza, és mansidão
És segurança, és descanso


Tu és júbilo e alegria,
És nossa esperança
És justiça
És moderação
És toda nossa riqueza e suficiência


Tu és beleza
Tu és mansidão
És protetor, és nosso guardião e nosso defensor
És força, és conforto


Tu és a nossa esperança
Tu és a nossa fé
Tu és a nossa caridade


És toda a nossa doçura
És nossa vida eterna, grande e admirável Senhor
Deus onipotente,
Misericordioso Salvador


Este texto, entregue por São Francisco a Frei Leão em 1224 (isto é, dois anos antes de morrer) e preservado hoje em dia em Assis, é um dos dois manuscritos de sua própria mão que sobreviveram aos séculos. Como em toda a marca que Francesco deixou sobre a terra, ele passa com resignação pelas coisas grandes e de menos importância requeridas pela ortodoxia (tu és rei onipotente, trino e uno, etc) e pausa sobre as coisas importantes – isto é, pequenas e singelas e que dizem respeito à cumplicidade entre os homens na qual se revela a divindade: tu és beleza, tu és mansidão (que aparecem juntas duas vezes) e, meu Deus, tu és toda a nossa doçura. Numa palavra, ele começa falando de teologia e termina falando sobre Jesus.

O pergaminho original revela que na primeira vez em que aparece a palavra “caridade”, como que para deixar um sumo e definitivo esclarecimento, Francesco voltou atrás e escreveu, acima da palavra latina caritas, a palavra (que em latim se escreve como em português) amor.


Vídeo - O que é o evangelho?

domingo, 8 de abril de 2012 Marcadores:

John Piper expõe rapidamente seis aspectos fundamentais do Evangelho de Jesus conforme descrito na Bíblia.



O que é o evangelho? from iPródigo on Vimeo.